NGC 346: ESO revela berçário estelar dentro da Pequena Nuvem de Magalhães

NGC 346: região de formação estelar ativa dentro da galáxia vizinha Pequena Nuvem de Magalhães, capturada pelo telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile. Crédito: ESO
O ESO (European Southern Observatory) publicou a imagem do berçário estelar NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante de nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, que reside a 210.000 anos-luz, na constelação de Tucano. Neste aglomerado estelar, o gás é aquecido, excitado e dispersado pela radiação, vento e calor emitidos por estrelas de grande massa, formando uma estrutura de nebulosa envolvente em filamentos que lembram uma teia de aranha. Esta imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager (WFI) montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, no Chile. A NGC 346 é uma estrutura em mudança permanente, alterando-se com o passar das eras cósmicas. À medida que novas estrelas vão se formando a partir da matéria concentrada na região, o brilho destas novas estrelas acaba por afastar a poeira e o gás remanescente, escavando grandes hiatos e alterando assim a face desta região tão reluzente.
Imagem da área em volta da NGC 346. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2/Davide De Martin
A NGC 346 tem um diâmetro de 200 anos-luz o que equivale a cerca de cinqüenta vezes a distância entre o Sol e Próxima Centauri, a nossa companheira estelar mais próxima. Os astrônomos classificam a NGC 346 como um aglomerado estelar aberto e isto indica que todo este agrupamento de objetos teve origem na mesma nuvem colapsada de matéria. A nebulosa associada, que contém um grupo de estrelas brilhantes, é conhecida como uma nebulosa de emissão, o que quer dizer que o gás no seu interior foi aquecido pelas estrelas até ao ponto de emitir a sua própria radiação, similar ao gás néon que usamos em sinais luminosos noturnos em lojas comerciais. Há muitas estrelas jovens na NGC 346, as quais surgiram há apenas alguns milhões de anos [eso0834]. Ventos poderosos ejetados por uma estrela de grande massa são a origem desta recente onda de nascimentos estelares, ao comprimir grandes quantidades de matéria, o primeiro passo crítico para a ignição de novas estrelas. Assim, a nuvem de matéria colapsa sob o seu próprio campo gravitacional, até que algumas regiões se tornam suficientemente densas e quentes para se tornarem fornalhas extremamente brilhantes, alimentadas pela nucleossíntese estelar – uma estrela, iluminando os restos de gás e poeira. Em regiões altamente congestionadas como a NGC 346, onde existem níveis elevados de formação estelar recente, o resultado é uma gloriosa e brilhante visão para nossos observatórios.
Em 2008 o ESO publicou este mosaico da NGC 364, criado a partir da colaboração baseada em fotos de 3 observatórios: o XMM-Newton da ESA (raios-X - tons de azul), o New Technology Telescope do ESO (luz visível, tom verde) e o Spitzer da NASA (infravermelho - tom vermelho). O infravermelho mostra a poeira cósmica, a luz visível exibe o gás aquecido brilhante e os raios-X mostram o gás superaquecido. As estrelas comuns aparecem como pontos azulados com centros em branco enquanto as estrelas jovens cercadas de poeira aparecem como pontos avermelhados também com centros esbranquiçados. Crédito: ESO/ESA/ JPL-Caltech/NASA/ D. Gouliermis (MPIA) et al.
A NGC 346 encontra-se na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã situada a cerca de 210.000 anos-luz de distância, ou seja, uma galáxia próxima da Terra. Tal como a sua galáxia irmã, a Grande Nuvem de Magalhães, a Pequena Nuvem de Magalhães pode ser vista a olho nu a partir do hemisfério sul e tem servido de laboratório extragaláctico para o estudo da dinâmica da formação estelar. Imagens como estas ajudam aos astrônomos incrementar o entendimento sobre a formação e evolução estelar, ao mesmo tempo em que permitem vislumbrar do modo de como o desenvolvimento estelar influencia a aparência do ambiente cósmico ao longo do tempo.
Fonte e Créditos: Eternos Aprendizes - http://eternosaprendizes.com/2010/02/24/ngc-346-eso-revela-bercario-estelar-dentro-da-pequena-nuvem-de-magalhaes/

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