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Mostrando postagens de Julho 23, 2014

Sonda pousará em cometa duplo

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Binários de contato
A sonda espacial Roseta está prestes a fazer história ao pousar sobre um cometa. E a tarefa pode ser ainda mais difícil do que se imaginava. Imagens captadas conforme a sonda se aproxima do cometa 67P/Churymov-Gerasimenko - ela deverá alcançá-lo em Agosto - revelaram que o cometa possui uma forma extraordinariamente irregular. São dois componentes bem distintos, com um segmento alongado e outro mais arredondado.
As fotos - uma sequência de 36 imagens captadas com intervalos de 20 minutos - foram tiradas a uma distância de 12 mil quilômetros. [Imagem: ESA]
Objetos duplos como este são conhecidos como "binários de contato", e não são tão incomuns - o asteroide Itokawa, por exemplo, visitado pela missão Hayabusa, da Agência Espacial Japonesa, possui duas seções com densidades muito diferentes. Mas isso coloca desafios adicionais para a aproximação e o lançamento do módulo de pouso. O módulo que deverá pousar no cometa mede um metro de comprimento por 80 centí…

IC 4603 – A bela nebulosa de reflexão em Ophiuchus

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Por que essa imagem de um belo campo estelar no céu lembra uma pintura impressionista? O efeito é criado, não somente por efeitos digitais utilizados no processamento da imagem, mas também pela grande quantidade de poeira interestelar. A poeira, diminutas esferas, ricas em carbono e do tamanho das partículas emitidas na fumaça do cigarro, frequentemente se originam nas atmosferas externas das estrelas jovens, grandes e frias. A poeira é dispersada à medida que a estrela morre e cresce à medida que as coisas se comprimem no meio interestelar. Nuvens densas de poeira são opacas à luz visível e podem esconder completamente estrelas que estejam num segundo plano. Para as nuvens menos densas, a capacidade da poeira refletir preferencialmente a luz azul das estrelas torna-se importante, florescendo efetivamente a luz das estrelas azuis para fora das nuvens e marcando a poeira que se encontra ao redor. Emissões nebulares de gases, normalmente mais brilhantes na luz vermelha, podem ser combin…

A Zona da Tarântula

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Crédito: Marco Lorenzi
Nebulosa da Tarântula mede mais de 1000 anos-luz em diâmetro, uma região de formação estelar gigante dentro da nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães (GNM). Esse aracnídeo cósmico reside no campo superior esquerdo desta colorida imagem de céu profundoobtida através de filtros de banda larga e de banda estreita. A imagem abrange quase 2 graus (4 Luas Cheias) no céu e cobre uma parte da GNM com mais de 8000 anos-luz de diâmetro.Dentro da Tarântula (NGC 2070), radiação intensa, ventos estelares e choques de supernovas das estrelas massivas do jovem enxame central, catalogado como R136, energizam o brilho nebular e formam os filamentos de aranha. Em torno da Tarântula estão outras violentas regiões de formação estelar com jovens enxames estelares, filamentos e nuvens em forma de bolha. De facto, a imagem inclui o local da supernova mais próxima dos tempos modernos, SN 1987A, mesmo para cima do centro. O rico campo de visão está localizado na direcção da…

Descoberto exoplaneta de trânsito com ano mais longo conhecido

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Esta impressão artística mostra o exoplaneta com o tamanho de Úrano, Kepler-421b, que orbita uma estrela laranja da classe K, a cerca de 1000 anos-luz da Terra. Kepler-421b é o exoplaneta de trânsito com o ano mais longo conhecido, completando uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 704 dias. Está localizado para lá da "linha de neve" - a linha divisória entre os planetas rochosos e gasosos - e pode ter-se formado nesta posição em vez de ter migrado a partir de uma órbita diferente.
Crédito: David A. Aguilar (CfA)
Astrónomos descobriram um exoplaneta em trânsito com o ano mais longo conhecido. Kepler-421b orbita a sua estrela a cada 704 dias. Em comparação, Marte orbita o nosso Sol a cada 780 dias. A maioria dos mais de 1800 planetas extrasolares descobertos até à data estão muito mais perto das suas estrelas e têm períodos orbitais muito mais curtos. A descoberta de Kepler-421b foi um golpe de sorte," afirma David Kipping, do Centro Harvard-Smithsonian para …

Um útero estelar moldado e destruído por uma mãe ingrata

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A pouco conhecida nuvem de gás e poeira cósmica chamada Gum 15 é o local de nascimento e moradia de estrelas jovens massivas. Bonitas mas mortíferas, estas estrelas moldam a aparência da nebulosa materna e, à medida que avançam para a idade adulta, serão eventualmente a causa da sua morte.  Esta imagem foi obtida no âmbito do programa Jóias Cósmicas do ESO com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla, no Chile. A imagem mostra Gum 15, situada na constelação da Vela, a cerca de 3000 anos-luz de distância da Terra.  Esta nuvem brilhante é um bom exemplo de uma região HII. Estas nuvens formam alguns dos objetos astronômicos mais espetaculares que vemos; por exemplo a Nebulosa da Águia (que inclui os bem conhecidos “Pilares da Criação”), a enorme Nebulosa de Orion e este exemplo menos famoso, Gum 15.

O hidrogênio (H) é o elemento mais abundante no Universo e pode ser encontrado em praticamente qualquer meio investigado pelos…

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