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Mostrando postagens de Fevereiro 7, 2017

Quando as estrelas explodem

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A cerca de 75 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Virgem, situa-se NGC 4981 — uma galáxia espiral com um passado bastante explosivo. NGC 4981 foi descoberta por William Herschel em 17 de Abril de 1784 e subsequentemente documentada no Novo Catálogo Geral (New General Catalogue — NGC) de John Dreyer. 
Quase dois séculos mais tarde, em 23 de Abril de 1968, esta galáxia foi uma vez mais digna de destaque quando nela ocorreu a explosão de uma supernova do Tipo Ia — uma explosão estelar num sistema binário de estrelas: a SN 1968l. Esta supernova não seria, no entanto, a única observada desta galáxia, já que décadas mais tarde, o colapso do núcleo de uma estrela massiva deu origem à supernova SN 2007c.
Esta bela imagem de NGC 4981 foi obtida pelo instrumento FORS (FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph), o espectrógrafo que opera no visível e ultravioleta próximo no Very Large Telescope do ESO (VLT). O FORS é tipo o "canivete suíço" dos instrumentos do ESO — c…

Algo silencioso e fatal está exterminando galáxias

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Galáxias inocentes estão sendo assassinadas: a vida está literalmente sendo sugada para fora delas. Embora o culpado ainda esteja em liberdade, uma equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Pesquisas de Radioastronomia (ICRAR, na sigla em inglês), na Austrália, está trabalhando incansavelmente para solucionar o caso.  O crimeDepois de examinar 11.000 galáxias usando o Sloan Digital Sky Survey (SDSS, o mais ambicioso levantamento astronômico em andamento na atualidade) e os dados do Arecibo Legacy Fast ALFA Survey, a equipe concluiu que um processo chamado em inglês de “ram-pressure stripping”, que força o gás para fora das galáxias, é mais comum do que se imaginava anteriormente.  Isso causa uma morte rápida, porque sem gás, as galáxias são incapazes de produzir mais estrelas.Então, quem é o principal suspeito deste crime? Matéria escura O material misterioso e invisível que desafia a nossa detecção há anos. Durante suas vidas, as galáxias podem habitar halos de matéria escura de…

SS Cyg: explosões rápidas de gás são reveladas em anãs brancas pela primeira vez

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Em fevereiro de 2016, a erupção anômala da nova anã SS Cyg durou mais de 3 semanas. Este comportamento explosivo no rádio foi visto durante todo o evento, estando o momento mais intrigante situado no fim, onde uma única erupção, rápida, luminosa e gigante, atingiu um pico de ~20 mJy e durou 15 minutos. Esta é a primeira vez que tal erupção foi observada em SS Cyg. As erupções rápidas        são definidas como variações intensas, súbitas e rápidas no brilho. Crédito: Universidade de Oxford
Explosões incrivelmente rápidas de gás a partir de um sistema estelar com uma anã branca foram detectados pela primeira vez por cientistas da Universidade de Oxford. Como a primeira vez que o fenômeno é observado, os cientistas sugerem que o entendimento de tais sistemas, dos hábitos estelares e suas capacidades ainda permanecem incompletos. As Novas Anãs (objetos parecidos com SS Cyg, que contêm uma estrela tipo-Sol em órbita de uma anã branca) são bem conhecidas pelo seu comportamento explosivo e rep…

O que aconteceria se a Terra parasse de girar?

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Todasas construções desabariam. E não só os prédios – todas as pessoas, árvores, carros e animais também sairiam voando pela tangente, desabariam sobre a superfície e se quebrariam em pedacinhos. Isso aconteceria por causa de um fenômeno da física chamado inércia dos corpos: tudo que existe na Terra, inclusive o ar, gira junto com o planeta. Por isso, se o globo parasse subitamente de rodar, esses corpos, por inércia, tenderiam a manter sua trajetória com a mesma velocidade. É o que acontece em um acidente automobilístico, por exemplo. Se um carro bate em um poste, todos os ocupantes são projetados para a frente. Imagine o resultado de um tranco da Terra, cuja velocidade de rotação é de 1 675 quilômetros por hora na altura da linha do Equador (nos pólos ela é mais lenta). O pior é que depois da interrupção seria provavelmente impossível continuar vivendo aqui. Sem a rotação, o lado do planeta que ficasse virado para o Sol se transformaria num deserto com temperaturas altíssimas, e o o…

Quatro exoplanetas orbitando a estrela HR 8799

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Uma das perguntas mais intrigantes da astronomia é se existe vida fora da Terra, ou do nosso sistema solar. Para ajudar a respondê-la, a NASA criou o programa “Nexus for Exoplanet System Science” (NExSS), a fim de localizar e estudar os sistemas de estrelas distantes com maior potencial de abrigar seres vivos. Um novo resultado observacional da colaboração NExSS é um vídeo de time-lapse caracterizando planetas recentemente descobertos orbitando a estrela HR 8799. As imagens da filmagem foram feitas ao longo de sete anos a partir do Observatório Keck, no Havaí, EUA. HR 8799Quatro exoplanetas aparecem como pontos brancos parcialmente circundando sua estrela mãe, propositadamente no centro. A estrela central HR 8799 é ligeiramente maior e mais maciça que o nosso sol, enquanto que cada um dos planetas possui algumas vezes a massa de Júpiter. O sistema HR 8799 está a cerca de 130 anos-luz de distância de nós, em direção à constelação Pegasus, o Cavalo Alado. A pesquisa vai continuar, a fim d…

"REFEIÇÃO" buraco negro quebra recorde de duração e tamanho

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Impressão de artista ilustra o que os astrónomos chamam de "evento de rutura de maré".Crédito: ilustração - CXC/M. Weiss; raios-X - NASA/CXC/UNH/D. Lin et al, óptico - CFHT
Segundo os astrónomos, um buraco negro gigante rasgou uma estrela e depois engoliu os seus restos durante aproximadamente uma década. Esta duração é mais de dez vezes superior a qualquer episódio observado da morte de uma estrela por um buraco negro. Os investigadores fizeram esta descoberta usando dados do Observatórios de raios-X Chandra da NASA e o satélite Swift bem como o XMM-Newton da ESA.
O trio de telescópios de raios-X em órbita encontrou evidências de um "evento de rutura de maré", onde as forças de maré, devido à intensa gravidade do buraco negro, podem destruir um objeto - como uma estrela - que vagueia demasiado perto. Durante um evento de rutura de maré, alguns dos detritos estelares são lançados para fora a altas velocidades, enquanto o resto cai na direção do buraco negro. À medida…

Gato Celeste encontra Lagosta Cósmica

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Os astrónomos estudam há muito tempo as nuvens cósmicas brilhantes de gás e poeira catalogadas com os nomes NGC 6334 e NGC 6357, sendo esta nova imagem gigante, obtida com o Telescópio de Rastreio do Very Large Telescope do ESO, apenas uma das mais recentes. Com cerca de dois mil milhões de pixels trata-se de uma das maiores imagens alguma vez divulgadas pelo ESO. As formas evocativas destas nuvens levaram a que se lhes desse nomes memoráveis, tais como Nebulosa da Pata do Gato e Nebulosa da Lagosta, respetivamente. A NGC 6334 situa-se a cerca de 5500 anos-luz de distância da Terra, enquanto que a NGC 6357 se encontra mais afastada, a uma distância de 8000 anos-luz, ambas situadas na constelação do Escorpião, próximo da ponta do espigão.
O cientista britânico John Herschel observou pela primeira vez traços dos dois objetos em noites consecutivas de junho de 1837, durante a sua expedição de 3 anos ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Na altura, o fraco poder resolvente do telescóp…

Qual o peso da Terra?

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Nosso planeta pesa 5,9 sextilhões de toneladas (ou 5.972.000.000.000.000.000.000). Na verdade, o certo é “massa”, já que “ peso ” é o resultado da atração gravitacional de um objeto maior (geralmente a própria Terra ) sobre um menor. Calcular a massa do nosso planeta é um desafio antigo: em 1737, a expedição do cientista francês Pierre Bouguer usou o período de oscilação de um pêndulo, que variava com a gravidade em diferentes altitudes, para fazer uma estimativa. O  número em que ele chegou é quase três vezes maior do que o valor atual. Vários experimentos foram realizados ao longo do século 18 até se chegar aos 5,9 sextilhões, calculados pelo físico britânico Henry Cavendish em 1797. Fonte: MSN

FERMI descobre os BLAZARES mais extremos atè agora

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Galáxias alimentadas por buracos negros, chamadas blazares, são das fontes mais comuns detetadas pelo Fermi da NASA. À medida que a matéria cai na direção do buraco negro supermassivo no centro da galáxia, parte é acelerada para fora quase à velocidade da luz ao longo de jatos apontados em direções opostas. Quando um dos jatos está, por acaso, orientado na direção da Terra, como mostra a ilustração, aparece especialmente brilhante e é classificado como um blazar.Crédito: M. Weiss/CfA
O Telescópio Espacial de Raios-gama Fermi da NASA identificou os blazares de raios-gama mais distantes, um tipo de galáxia cujas emissões intensas são alimentadas por buracos negros superdimensionados. A luz destes objetos distantes começou a sua viagem até nós quando o Universo tinha 1,4 mil milhões de anos, ou quase 10% da sua idade atual.  Apesar da sua juventude, estes blazares longínquos hospedam alguns dos buracos negros mais massivos que se conhecem," afirma Roopesh Ojha, astrónomo do Centro de…

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