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Mostrando postagens de Junho 1, 2017

UGC 1810: Galáxias em Interação Selvagem

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Crédito: NASAESAHubbleHLA; Processamento e Direitos de Autor: Domingo Pestana
O que é que está a acontecendo nesta galáxia espiral? Embora os detalhes permaneçam incertos, certamente tem a ver com uma batalha constante com a sua galáxia vizinha mais pequena. A galáxia principal é UGC 1810 mas, juntamente com a sua parceira colisional, são conhecidas como Arp 273. A forma geral de UGC 1810 - em particular o seu anel exterior azulado - é provavelmente o resultado de interaçõesgravitacionaisselvagens e violentas. A cor azul deste anel é causada por estrelas massivas azuis, quentes e que se formaram apenas nos últimos milhões de anos. A parte mais interna da galáxia parece mais velha, mais vermelha e contornada com poeira filamentar mais fria. No plano da frente são visíveis algumas estrelas brilhantes, sem relação com UGC 1810, e no plano de trás, algumas galáxias de fundo. Arp 273 situa-se a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Andrómeda. Muito…

Supernova a morte catastrófica de grandes estrelas

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O que são supernovas Supernovas são objetos celestes pontuais com luz extremamente intensa e com duração de apenas alguns meses. Da antiguidade, há poucos registros desses objetos, que desafiavam a compreensão de seus observadores. Na Europa dominada pelo aristotelismo, nenhum astrônomo lhes deu maior atenção. Pois segundo Aristóteles, o céu era imutável, do que se deduzia que tanto cometas como supernovas eram fenômenos atmosféricos. Como mostraremos mais adiante, as supernovas são explosões de estrelas de grande massa que exauriram suas fontes convencionais de energia. A luminosidade de uma supernova (SN) é gigantesca. Em seu pico, que ocorre poucas semanas após o seu aparecimento, a luminosidade pode atingir valores de dez bilhões de sóis e a SN pode competir em luminosidade com toda a galáxia em que se situa.  A figura 1 mostra a foto da SN 1994D que explodiu nas bordas da galáxia espiral NGC 4526  situada à distância de 108 milhões de anos-luz.  Uma supernova expele até cerca de 90%…

Apocalipse

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Nada no Universo é eterno. Tudo é muito dinâmico, em constante modificação. O Universo foi formado a cerca de 16 bilhões de anos; a nossa galáxia a 13 bilhões e o sistema solar a 4,5 bilhões. O Sol é uma estrela como centenas de milhares de outras, contando só as da nossa galáxia. As estrelas nascem, vivem e morrem. O tempo estimado de vida de uma estrela como o Sol é de 9 bilhões de anos, o que faz com que daqui a outros 4,5 bilhões de anos tenhamos o seu fim, assim como de todo o sistema solar, em uma grande explosão que ejetará gás e poeira em todas as direções. Se lembramos que o aparecimento do homem na Terra se deu a poucas centenas de milhares de anos, vemos que temos ainda muito tempo pela frente, até o fim certo de nosso planeta. Acontece entretanto que a Terra orbita o Sol em uma região por onde freqüentemente passam asteróides e cometas com tamanhos suficientes para, em uma colisão com nosso planeta, provocará extinção da vida humana. Poderia uma catástrofe dessa natureza sig…

Einstein confirmado: buracos negros são mesmo buracos

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Encontrada a primeira evidência experimental de que os buracos negros têm um horizonte de eventos – ou seja, de que eles engolem astros ao pé da letra  Vamos começar com a afirmação mais óbvia já feita na SUPER: a Terra gira em torno do Sol, assim como os outros planetas, muito distantes de nós, giram em torno de suas respectivas estrelas. Tudo isso, por sua vez, gira em torno do centro da Via Láctea, nossa galáxia. Não desanime, leitor, esse texto já vai ficar legal (falando nisso, quem já entende como funciona um buraco negro pode pular para o parágrafo oito). Esse é o hábito mais comum do cosmos: no vácuo do espaço, tudo está sempre girando em torno de tudo. A culpa, como você (de novo) já sabe, é de um negócio chamado gravidade. É aí que complica. Todo mundo já viu a gravidade se manifestar – basta tropeçar ou deixar um prato cair. Mas como exatamente ela faz isso? De onde vem essa força invisível, intocável, e o que a torna capaz de nos puxar para baixo? Ela faz isso curvando o teci…

Viagem interestelar vai durar no mínimo 69 anos - veja por quê

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Está com pressa para chegar a outra estrela? Então não trace curso para a estrela mais próxima. [Imagem: NASA/ESA/H. Bond (STScI)/M. Barstow (University of Leicester)] Tão longe, tão perto Com tantas estrelas no céu, parece natural assumir que a mais próxima de nós seria o melhor alvo para inaugurarmos uma era de viagens interestelares, já que seria mais rápido chegar até lá. Mas não é bem assim - pelo menos não com a tecnologia que parece mais ao nosso alcance. Um trio de astrofísicos do Instituto Max Planck para Pesquisa de Sistemas Solares, na Alemanha, garante que poderíamos alcançar e orbitar Sirius, a estrela mais brilhante do nosso céu noturno, em apenas 69 anos. Isto apesar do fato de que ela está duas vezes mais distante do que as nossas estrelas mais próximas, no sistema Alfa Centauro, cuja viagem exigiria mais de um século. Os resultados surpreenderam os pesquisadores, mas eles afirmam que a matemática é simples. Ir à estrela ou passar pela estrela Tudo começou com o projeto Starsh…

Imagens surreais mostram que Júpiter é ainda mais estranho do que pensávamos

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Os primeiros resultados científicos da nave espacial Juno mostram um mundo de nuvens intrincadas, magnetismo intenso e um núcleo potencialmente erodido. Esta visão colorida aumentada do polo sul de Júpiter foi criada por Gabriel Fiset, usando dados da sonda espacial Juno da NASA
O maior planeta do sistema solar acaba de se revelar ainda mais espetacular com essas novas imagens feitas pela sonda Juno, da NASA. Ela está orbitando Júpiter desde julho passado. Os primeiros resultados científicos da missão, relatados em 46 artigos publicados nas revistas científicas Science e Geophysical Research Letters, estão mostrando que o planeta não funciona da maneira que os cientistas pensavam. Uma montagem de 10 imagens mostra Júpiter crescendo e encolhendo em tamanho aparente antes e depois de Juno fazer sua melhor aproximação ao planeta, em 27 de agosto de 2016 Membros da equipe da missão Juno da NASA convidaram o público a processar imagens cruas e postar seus resultados, como este apresentado pelo…

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